PLATAFORMAS DE COLABORAÇÃO INTEREMPRESARIAL
O software colaborativo é, sem dúvida, uma das ferramentas mais potentes na hora de poder partilhar informação. Este tipo de plataformas é usado tanto a nível interno de uma empresa (entre trabalhadores) como a nível interempresarial, onde um grupo de empresas com interesses comuns cria um repositório de informação acessível por todas elas. É nesta última modalidade de uso que se tira o maior proveito deste tipo de plataformas, e é nele que nos centraremos no desenvolvimento do presente texto.
Segundo o conceito de cloud computing (computação na nuvem), estas plataformas proporcionam ferramentas como fóruns de discussão, repositório de ficheiros ou planificadores de tarefas, entre outros.
Estas plataformas tornam-se indispensáveis em sectores empresariais com interesses comerciais comuns, como o sector do artesanato, onde as problemáticas associadas a este sector (competitividade, expansão para novos mercados, pesquisa de financiamento,…) faz com que a filosofia baseada na colaboração empresarial tem especial importância.
Transcender os limites das organizações
O trabalho colaborativo entre empresas realiza-se, na realidade, entre pessoas dessas empresas, o que permite: evitar formalismos organizativos, espontaneidade e fluidez, e potenciar as capacidades individuais. Para isso, logicamente, será necessário conhecer as políticas da organização e com limites de manobra de cada interveniente.
Criar e gerir projectos conjuntos
É possível criar projectos partilhando informação sobre ideias de projecto e publicando pedidos de colaboração para projectos com ideias maduras. As ferramentas de trabalho colaborativo costumam dispor de gestores de projecto (ou seja, de agendas, tarefas e grau de avanço, etc.)
Partilhar informação sobre riscos e oportunidades
O conjunto de organizações dispõe de um potencial considerável de obtenção de informação relativa a riscos e oportunidades comuns; este potencial supera em muito a capacidade individual de cada membro. Os interesses neste campo costumam ser comuns em grupos de coincidência estratégica. É inteligente partilhar esta informação.
Partilhar estratégias e políticas de acção
A proximidade dos objectivos das empresas que colaboram aconselha, em muitos âmbitos, criar estratégias comuns de actuação, tanto como colectivo, como na aplicação individual. As ferramentas colaborativas facilitam os processos que conduzem a este facto. Por exemplo, deveria ser criada uma política comum de expansão comercial que afectasse todo o colectivo de artesãos.
Melhorar a gestão e documentação de processos partilhados e sua rastreabilidade
As utilidades TIC de trabalho colaborativo dispõem de repositórios comuns que facilitam o seguimento de processos e sua rastreabilidade, especialmente em processos nos quais intervêm várias partes. Desta forma, os projectos serão divididos em tarefas que seriam atribuídas a cada uma das empresas artesãs intervenientes no mesmo.
Resultados esperáveis do uso de ferramentas colaborativas no âmbito interempresarial
A nova filosofia empresarial baseada na colaboração permitirá, entre outros aspectos, a identificação e o desenvolvimento de projectos fruto do diálogo colaborativo entre empresas, oportunidades de expansão para novos mercados, a participação em novos programas e projectos, uma maior agilidade na gestão de processos comuns, uma melhoria na informação sobre riscos, oportunidades e novidades tecnológicas, e uma maior fluidez de comunicação entre as empresas.
O que é que podemos fazer para começar a trabalhar em colaboração?
Apesar de não existir uma regra fiável para um correcto desenvolvimento do trabalho colaborativo, recomenda-se uma série de acções que dêem início ao mesmo, o que permitirá levar a cabo uma colaboração de maior qualidade. Assim, podia-se começar por criar lugares de discussão para problemas próprios ou para problemas conjuntos (do sector ou do grupo de empresas que estão a partilhar informação), propondo ideias de projectos e iniciativas, com o fim de amadurecerem no ambiente colaborativo ou se poderem solicitar colaborações concretas para ideias que já se têm maduras. Igualmente, deverá transferir-se a gestão de trabalhos conjuntos dispondo de um ambiente que nos permita partilhar discussões, fazer o seguimento de planos de trabalho (agendas, cronogramas), documentos, etc. Por último, criar-se-iam lugares de reposição de informação de interesse comum. |